Um Mixer de informações... Aprecie sem moderação, afinal; informação não faz mal ao coração.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Orações Coordenadas Assindéticas e Sindéticas
O Período
Composto se caracteriza por possuir mais de uma oração em sua
composição.
Sendo Assim:
- Eu irei à
praia. (Período Simples)
- Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. (Período Composto)
- Já me decidi: só irei à praia, se antes eu comprar um protetor solar. (Período Composto).
- Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia. (Período Composto)
- Já me decidi: só irei à praia, se antes eu comprar um protetor solar. (Período Composto).
Cada verbo ou locução
verbal sublinhada acima corresponde a uma oração. Isso implica que o
primeiro exemplo é um período simples, pois tem apenas uma oração, os dois
outros exemplos são períodos compostos, pois têm mais de uma oração.
Há dois tipos de
relações que podem se estabelecer entre as orações de um período composto: uma
relação de coordenação ou uma relação de subordinação.
Duas orações são
coordenadas quando estão juntas em um mesmo período, (ou seja, em um mesmo bloco
de informações, marcado pela pontuação final), mas têm, ambas, estruturas
individuais, como é o exemplo de:
- Estou
comprando um protetor solar, depois irei à praia.
(Período Composto)
Podemos dizer:
1. Estou comprando um
protetor solar.
2. Irei à praia.
2. Irei à praia.
Separando as duas,
vemos que elas são independentes.
É desse tipo de
período que iremos falar agora: o Período Composto por Coordenação.
Quanto à
classificação das orações coordenadas, temos dois tipos:
Coordenadas
Assindéticas e Coordenadas Sindéticas.
Coordenadas
Assindéticas
São orações coordenadas entre si e que não são ligadas através de nenhum conectivo. Estão apenas justapostas.
Coordenadas
Sindéticas
Ao contrário da anterior, são orações coordenadas entre si, mas que são ligadas através de uma conjunção coordenativa. Esse caráter vai trazer para esse tipo de oração uma classificação:
As orações
coordenadas sindéticas são classificadas em cinco tipos:
aditivas,
adversativas, alternativas, conclusivas e explicativas.
Vejamos exemplos de
cada uma delas:
Orações
Coordenadas Sindéticas Aditivas: e,
nem, não só... mas também, não só... como, assim... como.
- Não só cantei como
também dancei.
- Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia.
- Comprei o protetor solar e fui à praia.
- Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia.
- Comprei o protetor solar e fui à praia.
Orações
Coordenadas Sindéticas Adversativas: mas,
contudo, todavia, entretanto, porém, no entanto, ainda, assim, senão.
- Fiquei muito
cansada, contudo me diverti bastante.
- Ainda que a noite acabasse, nós continuaríamos dançando.
- Não comprei o protetor solar, mas mesmo assim fui à praia.
- Ainda que a noite acabasse, nós continuaríamos dançando.
- Não comprei o protetor solar, mas mesmo assim fui à praia.
Orações
Coordenadas Sindéticas Alternativas: ou...
ou; ora...ora; quer...quer; seja...seja.
- Ou uso o protetor
solar, ou uso o óleo bronzeador.
- Ora sei que carreira seguir, ora penso em várias carreiras diferentes.
- Quer eu durma quer eu fique acordado, ficarei no quarto.
- Ora sei que carreira seguir, ora penso em várias carreiras diferentes.
- Quer eu durma quer eu fique acordado, ficarei no quarto.
Orações
Coordenadas Sindéticas Conclusivas: logo,
portanto, por fim, por conseguinte, consequentemente.
- Passei no vestibular, portanto irei comemorar.
- Conclui o meu projeto, logo posso descansar.
- Tomou muito sol, consequentemente ficou adoentada.
- Conclui o meu projeto, logo posso descansar.
- Tomou muito sol, consequentemente ficou adoentada.
Orações
Coordenadas Sindéticas Explicativas: isto
é, ou seja, a saber, na verdade, pois.
- Só passei na prova
porque me esforcei por muito tempo.
- Só fiquei triste por você não ter viajado comigo.
- Não fui à praia pois queria descansar durante o Domingo.
- Só fiquei triste por você não ter viajado comigo.
- Não fui à praia pois queria descansar durante o Domingo.
ERROS DE PORTUGUÊS QUE VOCÊ COMETE
1 –
“Seja isso ou aquilo”
O termo “seja” não pode ser utilizado sozinho ou
ligado a outra conjunção (como “ou”) em uma conjunção coordenativa alternativa.
Traduzindo: sempre que utilizar “seja” para exemplificar alguma coisa,
lembre-se de que é necessário duplicar o termo. Veja o exemplo.
Correto: Seja uma vez por semana, seja
todos os dias, o importante é manter a frequência de publicações no seu blog.
Incorreto: Seja uma vez por semana ou
todos os dias, o importante é manter a frequência de publicações no seu blog.
2 –
Usar “onde” sem se referir a lugar
O pronome “onde” expressa a noção de lugar,
portanto, é preciso tomar cuidado para não utilizá-lo em contextos diferentes.
Quando não houver indicação de lugar, prefira utilizar “em que” ou “no qual” e
suas variações.
Correto: O conteúdo acompanha esse
novo comportamento, em que empresas e consumidores estão em pé de igualdade,
trocando informações e experiências.
Incorreto: O conteúdo acompanha esse
novo comportamento, onde empresas e consumidores estão em pé de igualdade,
trocando informações e experiências.
3 –
Mistura dos pronomes “tu” e “você”
Não é raro encontrar textos que misturam esses dois
pronomes nas suas diferentes formas. Porém, é preciso escolher um deles e
mantê-lo em todo o texto, sem alternância. Ao utilizar “você”, evite as
formas “te”, “teu” e demais variações do pronome “tu”. No português brasileiro,
o mais indicado é utilizar sempre a forma “você”, já que o “tu” traz uma ideia
de regionalismo que não é adequada para textos que atingem um público geral.
Correto: Pensando em começar uma
estratégia de marketing de conteúdo? Preparamos esse post para tirar suas
dúvidas e ajudar você a começar.
Incorreto: Pensando em começar uma
estratégia de marketing de conteúdo? Preparamos esse post para tirar suas
dúvidas e te ajudar a começar.
4 –
Mesmo
É muito comum encontrar a palavra “mesmo” sendo
utilizada como pronome pessoal. Porém, apesar de a palavra poder ser usada de
diversas formas, esta não é uma delas. O termo “mesmo” pode ser usado pronome
demonstrativo, substantivo ou adjetivo. Confira alguns exemplos:
Correto: Ao entrar em contato com o
cliente, não espere que ele o responda em menos de 24 horas.
Incorreto: Ao entrar em contato com o
cliente, não espere que o mesmo o responda em menos de 24 horas.
Outras possibilidades corretas de uso:
·
70% do processo de compra acontece antes mesmo de o cliente entrar em contato com a empresa
·
Ao mesmo tempo que
ter uma boa frequência de atualizações é importante, é preciso prestar atenção
no conteúdo.
·
Mesmo que
algumas pessoas não acessem o seu blog todos os dias, mantê-lo atualizado é a
melhor forma de aumentar o número de visitantes.
·
O objetivo é atender aos mais diversos segmentos de
mercado com o mesmo nível de conhecimento em
todas as áreas.
5 –
“vir de encontro a” e “ir ao encontro de”
Essas duas expressões, por serem muito parecidas,
costumam gerar bastante confusão, porém, seus significados são opostos. Por
isso, é preciso ter cuidado: “ir de encontro a” significa “ir contra
algo”, “bater”, “colidir”, enquanto que “ir ao encontro de” expressa
acordo, concordância.
Exemplo de concordância: Os interesses profissionais
de um redator web vão ao encontro dos do cliente que encomenda um conteúdo.
Exemplo de discordância: O texto redigido pelo
redator foi de encontro à proposta de pauta do conteúdo.
6 –
“a longo prazo”
Algumas pessoas se confundem com expressões comuns
do nosso dia a dia. Portanto, lembre-se: sempre utilize “em longo prazo” e
“entrega em domicílio”. Evite o uso da preposição “a” nesses casos e, na
dúvida, não deixe de consultar uma fonte confiável para evitar o erro.
Exemplo: A estratégia de marketing de
conteúdo do cliente gera resultados eficazes em longo prazo.
7 –
“Adéqua”
Apesar de ser muito usada, essa flexão do verbo
“adequar” ainda não é aceita pela norma culta da língua portuguesa. Portanto,
enquanto não é feita uma nova reforma no nosso idioma que aceite essa palavra,
prefira utilizar a construção “não é adequado” ou algum sinônimo para que a
qualidade do seu texto não caia.
Correto: Aquela sugestão de pauta não é
adequada para a estratégia do cliente.
Incorreto: Aquela sugestão de pauta não se
adéqua à estratégia do cliente.
8 –
O verbo lembrar e suas variações
O verbo “lembrar” é cheio de peculiaridades que
fazem com que seja fácil se confundir e cometer algum deslize. Isso acontece
porque o verbo pode ser transitivo direto, transitivo indireto ou ainda
transitivo direto e indireto ao mesmo tempo, o que significa que o complemento
muda de acordo com a situação. Veja alguns exemplos:
Lembrar-se de: quando utilizar o verbo no
sentido de “vir à memória”, sempre utilize o pronome adequado e a preposição
“de”:
Exemplo: Lembre-se de que é necessário inserir um call
to action no fim do texto!
Lembrar: quando o verbo “lembrar” for
utilizado com o sentido de “ser parecido” não exige preposição.
Exemplo: O estilo de escrita do redator
lembra os textos de Machado de Assis.
Lembrar: no sentido de “informar” ou
“advertir” alguém, o verbo pede um pronome oblíquo e a preposição “de”:
Exemplo: O redator recebeu um e-mail
lembrando-o de finalizar o conteúdo.
Nunca saberemos tudo que há para saber sobre um
idioma, afinal, a língua é viva e está em constante transformação. Porém, um
bom redator está sempre tentando ser a melhor versão de si mesmo e a forma mais
eficaz de lidar com problemas linguísticos e adquirir conhecimento é lendo,
estudando e buscando tanto se aprofundar no que sabe quanto conhecer novos
assuntos.
domingo, 14 de junho de 2015
SAIBA USAR CORRETAMENTE A VÍRGULA
1. Use a vírgula para separar elementos que você poderia listar
Veja esta
frase:
João
Maria Ricardo Pedro e Augusto foram almoçar.
Note que
os nomes das pessoas poderiam ser separados em uma lista:
Foram
almoçar:
§
João
§
Maria
§
Ricardo
§
Pedro
§
Augusto
Isso
significa que devem ser separados por vírgula na frase original:
João,
Maria, Ricardo, Pedro e Augusto foram almoçar.
Note que antes
de “e Augusto” não vai vírgula. Como regrageral, não se usa vírgula
antes de “e”. Há um caso específico que eu explico daqui a pouco. Um
outro exemplo:
A sua
fronte, a sua boca, o seu riso, as suas lágrimas, enchem-lhe a voz de formas e
de cores… (Teixeira de Pascoaes)
2. Use a vírgula para separar explicações que estão no meio da frase
Explicações
que interrompem a frase são mudanças de pensamento e devem ser
separadas por vírgula. Exemplos:
Mário, o
moço que traz o pão, não veio hoje.
Dá-se uma
explicação sobre quem é Mário. Se tivéssemos que classificar sintaticamente o
trecho, seria umaposto.
Eu e
você, que somos amigos, não devemos brigar.
O trecho
destacado explica algo sobre “Eu e você”, portanto deve vir entre vírgulas. A
classificação do trecho seriaoração adjetiva explicativa.
3. Use a vírgula para separar o lugar, o tempo ou o modo que vier no
início da frase.
Quando um
tipo específico de expressão — aquela que indica tempo, lugar, modo e outros —
iniciar a frase, usa-se vírgula. Em outras palavras, separa-se o adjunto
adverbial antecipado. Exemplos:
Lá fora, o sol está de rachar!
“Lá fora”
é uma expressão que indica “lugar”. Um adjunto adverbial de lugar.
Semana
passada, todos
vieram jantar aqui em casa.
“Semana
passada” indica tempo. Adjunto adverbial de tempo.
De um
modo geral, não
gostamos de pessoas estranhas.
“De um
modo geral” é sinônimo de “geralmente”, adjunto adverbial de modo, por isso vai
vírgula.
4. Use a vírgula para separar orações independentes
Orações
independentes são aquelas que têm sentido, mesmo estando fora do texto. Nós já
vimos um tipo dessas, que são as orações coordenadas assindéticas,
mas também há outros casos. Vamos ver os exemplos:
Acendeu
um cigarro, cruzou as pernas, estalou as unhas, demorou o olhar em Mana Maria.
(A. de Alcântara Machado)
Nesse
exemplo, cada vírgula separa uma oração independente. Elas são coordenadas
assindéticas.
Eu gosto
muito de chocolate, mas não posso comer para não
engordar.
Eu gosto
muito de chocolate, porém não posso comer para não
engordar.
Eu gosto
muito de chocolate, contudo não posso comer para não
engordar.
Eu gosto
muito de chocolate, no entanto não posso comer para não
engordar.
Eu gosto
muito de chocolate, entretanto não posso comer para não
engordar.
Eu gosto
muito de chocolate, todavia não posso comer para não
engordar.
Capiche?
Antes de todas essas palavras aí, chamadas de conjunções
adversativas, vai vírgula. Pra quem gosta de saber os nomes (se é que
tem alguém), elas se chamam orações coordenadas sindéticas
adversativas. (medo!)
Agora só
faltam mais duas coisinhas:
Quando se usa vírgula antes de “e”?
Vimos aí
em cima que, como regra geral, não se usa vírgula antes de “e”. Tem só um caso
em que vai vírgula, que é quando a frase depois do “e” fala de uma pessoa,
coisa, ou objeto (sujeito) diferente da que vem antes dele. Assim:
O sol já
ia fraco, e a tarde era amena. (Graça Aranha)
Note que
a primeira frase fala do sol, enquanto a segunda fala da tarde. Os sujeitos
são diferentes. Portanto, usamos vírgula. Outro exemplo:
A mulher
morreu, e cada um dos filhos procurou o seu destino (F. Namora)
Mesmo
caso, a primeira oração diz respeito à mulher, a segunda aos filhos.
Existem casos em que a vírgula é opcional?
Existe um
caso. Lembra do item 3, aí em cima? Se a expressão de tempo, modo, lugar etc.
não for uma expressão, mas sim uma palavra só, então a vírgula é facultativa.
Vai depender do sentido, do ritmo, da velocidade que você quer dar para a
frase. Exemplos:
Depois
vamos sair para jantar.
Depois, vamos sair para jantar.
Depois, vamos sair para jantar.
Geralmente
gosto de almoçar no shopping.
Geralmente, gosto de almoçar no shopping.
Geralmente, gosto de almoçar no shopping.
Semana
passada, todos vieram jantar aqui em casa.
Semana passada todos vieram jantar aqui em casa.
Semana passada todos vieram jantar aqui em casa.
Note que
esse último é o mesmo exemplo do item 3. Vê como sem a vírgula a frase também
fica correta? Mesmo não sendo apenas uma palavra, dificilmente algum professor
dará errado se você omitir a vírgula.
Não se usa a vírgula!
Com as
regras acima, pode ter certeza de que você vai acertar 99% dos casos em que
precisará da vírgula. Um erro muito comum que vejo é gente separando
sujeito e predicado com vírgula. Isso é errado, e
você pode ser preso se for pego usando!
Jeito
errado:
João,
gosta de comer batatas.
Alice,
Maria e Luíza, querem ir para a escola amanhã.
Jeito
certo:
João gosta
de comer batatas.
Alice,
Maria e Luíza querem ir para a escola amanhã.
sábado, 13 de junho de 2015
O PROFESSOR SEMPRE ESTÁ ERRADO!
Quando...
É jovem, não tem
experiência.
É velho, está
superado.
Não tem
automóvel, é um coitado.
Tem automóvel,
chora de "barriga cheia".
Fala em voz alta,
vive gritando.
Fala em tom
normal, ninguém escuta.
Não falta às
aulas, é um "Caxias".
Precisa faltar, é
"turista"
Conversa com
outros professores, está "malhando" os alunos.
Não conversa, é
um desligado.
Dá muita matéria,
não tem dó dos alunos.
Dá pouca matéria,
não prepara os alunos.
Brinca com a
turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a
turma, é um chato.
Chama à atenção,
é um grosso.
Não chama à
atenção, não sabe se impor.
A prova é longa,
não dá tempo.
A prova é curta,
tira as chances dos alunos.
Escreve muito,
não explica.
Explica muito, o
caderno não tem nada.
Fala
corretamente, ninguém entende.
Fala a
"língua" do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é
debochado.
O aluno é
reprovado, é perseguição.
O aluno é
aprovado, "deu mole".
É, o professor
está sempre errado mas,
se você conseguiu
ler até aqui, agradeça a ele!
segunda-feira, 1 de junho de 2015
SEGUE EM ANEXO OU SEGUE ANEXO?
Há uma diferença entre anexo (substantivo) e anexo (adjetivo)! Como essa altercação não é esclarecida, as dúvidas quanto ao uso continuam a aparecer!
A discussão é muito mais de ordem sintática, ou seja, da disposição dos termos em um determinado período, do que semântica, pois o termo anexo só tem um significado sinonímio: ligado, preso, ajuntado!
Logo, se adjetivo, “anexo” concorda com seu substantivo correspondente:
Os comprovantes seguem anexos à planilha de contas.
A lista de convidados foi enviada anexa ao orçamento desejado.
Nos casos em que anexo for substantivo, tornar-se-á invariável e sim, é verdade, poderá ser acompanhado da preposição “em”!
Para você não se confundir, tenha em mente que quando anexo for substantivo estará indicando que as informações desejadas estão dentro de um anexo, ou seja, do objeto que foi utilizado para envio dos dados. Observe:
Ou
João, as sugestões de convites estão no anexo!
Se ainda estiver em dúvida, é só tomar a pergunta “Onde?” em relação ao substantivo:
As fotos estão onde? Respostas: Em anexo! Ou No arquivo anexo ao e-mail!
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